quarta-feira, 2 de junho de 2010

Como se faz para ser?


Ouroboros é um símbolo recorrente em várias culturas. A serpente que engole o próprio rabo é usada para representar diversas idéias, entre elas: morte e renascimento, eternidade, autoconhecimento, eterna busca do eu, o fim em si mesmo, ciclo interminável etc.

Aqui vou usar como busca do eu ou autoconhecimento. Tenho ouvido uma pessoa que fala muito sobre isso. Que devo tornar-me quem de fato sou. Que não devo ser nada, mas apenas ser. Buscar meu impulso, minha espontaneidade e descobrir o que realmente quero (ser, fazer, ter etc.).

Estou tentando ser espontâneo. Tentando não me "pré"ocupar e apenas me ocupar. Viver as coisas ao invés de ponderar. Não é fácil. Tem horas que faz sofrer, tem horas que dói.

Nessa busca, nesse movimento em direção a mim, não me sinto representado por nada tão antigo, belo e profundo como a ouroboros... Não mesmo :^)

2 comentários:

Isabelle Câmara disse...

Essas buscas nunca são fáceis, pelo contrário: dolorosas e tempestuosas, mas necessárias para quem quer transitar melhor nesse Universo.

Andrea disse...

É um passeio doloroso, sempre, mas com recompensas no final de tudo. É no conflito que descobrimos. Tudo ficará bem.
:)